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Uso racional da água

O Brasil dispõe cerca de 12% da água doce do mundo percorrendo seus territórios, no entanto representa apenas 3% da população mundial. Toda esta fartura não se traduz em disponibilidade hídrica para todos, uma vez que, aproximadamente 8% da população, por exemplo, encontra-se na região Norte, a qual possui 68% da água doce disponível do país, ao passo que a região Sudeste onde vivem 43% dos brasileiros, possui apenas 6% deste montante.

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O desequilíbrio entre a concentração de água e a distribuição da população é agravado nos grandes centros urbanos onde o acelerado crescimento na demanda – uso residencial, industrial e das demais atividades econômicas – aliado, às ineficientes práticas de uso e uma carência de políticas públicas para o uso racional de água, geram elevado desperdício. Da mesma forma, a poluição das águas, a falta de saneamento básico e um baixo nível de sensibilização sobre o tema, contribuem para um cenário de recursos cada vez mais escassos, tornando latente a busca por soluções sustentáveis no uso racional da água.

A conservação, ou uso racional da água, pode ser entendida como qualquer ação que vise reduzir o consumo, o desperdício ou as perdas, além das iniciativas que visem o aumento da eficiência no uso da água, como o aproveitamento de água da chuva para usos não potáveis, por exemplo.

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Além da economia gerada pela redução no consumo, o uso racional da água proporciona uma menor dependência do sistema público de abastecimento, reduzindo as chances de ficar sem água disponível, assim como minimizam a ocorrência de enchentes, aumentando a retenção da água de chuva que escoaria diretamente para os canais, aliviando os sistemas de drenagem.

Diversos são os motivadores e os condomínios podem atuar como verdadeiros agentes ambientais, ampliando a conscientização ambiental e econômica quanto ao uso dos recursos hídricos.  

 

Ações simples que podemos ter no dia-a-dia em nossas casas.

  1. Fechar a torneira enquanto escovar os dentes, fazer a barba, ensaboar a louça, etc.;
  2. Não usar mangueira para lavar pisos, calçadas, automóveis, etc.;
  3. Trocar as válvulas hidro-assistidas de descargas por caixas acopladas ao vaso sanitário com limitador(es) de volume(s) por descarga;
  4. Diminuir o tempo no banho, e ajustar o fluxo da água;
  5. Procurar usar a máquina de lavar roupas apenas quando tiver uma quantidade de roupas (sujas) suficiente para usar o volume máximo da máquina;
  6. Se tiver que lavar mais de uma leva de roupas, e se a máquina permitir, antes da máquina jogar fora a água do enxágue, dê uma pausa, tire a roupa limpa, coloque a segunda leva de roupas sujas e reinicie o trabalho da máquina. Depois quando a máquina for centrifugar, dê uma pausa e junte as roupas da primeira leva para centrifugar tudo junto. Assim você economiza um tanque de água;
  7. Reúso da água originada do enxágue da máquina de lavar roupas para lavar o chão do quintal;
  8. Reduzir a vazão de água do seu chuveiro ou ducha (Um chuveiro normal gasta em média 3,5 litros por minuto);

Gráficos

uso racional da água

 

Referências:

www.sempresustentavel.com.br/hidrica/aguadechuva/agua-de-chuva.htm
www.sabesp.com.br
www.seer.ufrgs.br/ambienteconstruido/article/download/5358/3280

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Postado dia: 4 de August de 2016
Por: Novociclo Ambiental

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