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O que fazer com resíduos eletrônicos?

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O que é o “lixo” eletrônico

O que deve ser feito com a sua TV queimada, seu celular que ficou muito antigo ou o seu CD de músicas que arranhou? Todos esses materiais não podem ser encaminhados junto com os resíduos sólidos comuns, pois representam um grupo diferente de resíduo, o “lixo” eletrônico.

Os resíduos eletrônicos (ou o e-lixo, como é chamado), são formados por materiais eletroeletrônicos utilizados em nosso dia-a-dia, que tornaram-se obsoletos, ou que não funcionam mais, como notebooks, celulares, aparelhos televisores, CDs, entre outros. A importância do encaminhamento correto desse material se dá devido aos seus componentes, muitos deles metais que causam grande mal à nossa saúde e ao meio ambiente, como o mercúrio, por exemplo, utilizado em grandes quantidades em eletroeletrônicos, e que sua contaminação (principalmente sob a forma de vapor) pode causar problemas no cérebro, fígado, rins, e até ocasionar em morte.

Observando os número

A tecnologia avança de forma impressionante nos dias atuais. Podemos acessar notícias sobre nossa cidade, tirar fotos, e comunicarmos com colegas simultaneamente com o auxílio de aparelhos celulares, algo impensável no início dos anos 90. facebook down A questão é que essa velocidade de desenvolvimento da tecnologia acaba tornando equipamentos eletrônicos de ultima geração hoje, em materiais obsoletos após seis meses, consequentemente gerando uma quantidade elevada de “e-lixo”.

A iniciativa StEP (Solving the E-waste Problema), formada através de uma aliança entre a Organização das Nações Unidas (ONU), governos e empresas de todo o mundo, lançou o mapa global do e-lixo, que apresenta a geração desse tipo de resíduo em todos os países, que em seu somatório chegou ao valor global de 49 milhões toneladas no ano de 2012. Os Estados Unidos são os líderes de geração, com 9,4 milhões de toneladas de resíduos eletrônicos no ano de 2012, o que representa em média 29,8 Kg/habitante. O Brasil produziu 1,4 milhão de toneladas desse tipo de resíduo, o que corresponde a 7 Kg/habitante.

Legislação Municipal

A Lei Municipal nº 8806/2012, em seu Art. 6º determina que o Poder Executivo estabelecerá normas e procedimentos para o gerenciamento e destinação final do lixo tecnológico no Município devendo-se levar em consideração as seguintes diretrizes:

I – reutilização;
II – atualização dos equipamentos existentes;
III – reciclagem;
IV – incentivos ao comércio de produtos com menor proporção de componentes tóxicos;
V – incentivos ao uso preferencial de materiais não tóxicos na produção dos componentes tecnológicos.

As penalidades previstas na lei vão desde advertência na primeira ocorrência, multas de até R$ 2.000,00, até a cassação do alvará de funcionamento dos empreendimentos, quando couber o mesmo.

O que fazer?

Os resíduos eletrônicos gerados em nossas residências e em nosso ambiente de trabalho devem ser separados dos demais resíduos e encaminhados de forma correta, seja através da entrega em postos de coleta de resíduos eletrônicos disponíveis no município, ou pela entrega do material à empresas terceirizadas com controle do encaminhamento desses resíduos. A prefeitura de Florianópolis disponibiliza em sua página alguns pontos de coleta desse material na cidade. Estes podem ser observados aqui!

Exemplos de Resíduos Eletronicos
• Teclados,
• Mouses;
• Monitores;
• Cabos e fios;
• Aparelhos celulares;
• Aparelhos de telefone;
• Televisores;
• CD’s;
• Aparelhos de DVD;
• Estabilizadores;
• Aparelhos de som.

Postado dia: 6 de May de 2015
Por: Novociclo Ambiental

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